Itamambuca recebe de 18 a 26 de julho a 3ª etapa do Surf Brasil Pro 2026. Com R$ 500 mil em prêmios e igualdade de gênero, o circuito define os campeões brasileiros. O ubatubense Weslley Dantas lidera o ranking masculino, e Juliana dos Santos, o feminino.

Ouvir esta notícia
Kore • pt-BR
Com premiação inédita e igualdade entre gêneros, circuito define os campeões brasileiros de 2026 em ondas de alto nível
De 18 a 26 de julho, a Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP), recebe pelo segundo ano consecutivo a terceira etapa do Surf Brasil Pro 2026. O campeonato, principal janela do surfe brasileiro doméstico, reúne mais de 200 competidores e encaminha a definição dos títulos nacionais da temporada — com um ingrediente extra: o líder do ranking masculino, Weslley Dantas, é cria da casa e chega embalado pela torcida local.
A etapa de Ubatuba é a penúltima antes da grande final, marcada para 21 a 29 de novembro na Guarda do Embaú (SC). Com quatro paradas no calendário, o circuito da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf) distribui R$ 500 mil por etapa, sendo R$ 50 mil para cada campeão — valor igual para homens e mulheres, consolidando a paridade de gênero como um dos pilares da competição.
Com duas etapas já realizadas, a classificação geral começa a afunilar os postulantes ao título. O ubatubense Weslley Dantas lidera o ranking masculino, enquanto a cearense Juliana dos Santos comanda a pontuação feminina. A terceira etapa, portanto, pode alargar distâncias ou embaralhar a briga pelo caneco, especialmente porque Itamambuca é conhecida por suas esquerdas longas e tubulares, que exigem leitura de onda e versatilidade — características que testam a regularidade dos atletas.
Segundo a CBSurf, o Surf Brasil Pro 2026 foi desenhado para fortalecer a base do surfe nacional e revelar talentos para os circuitos internacionais. A entidade, presidida por Teco Padaratz, aposta na interiorização das disputas e na visibilidade de praias clássicas como Itamambuca e Guarda do Embaú para ampliar o alcance do esporte.
A igualdade na premiação entre homens e mulheres é um dos carros-chefes da temporada. Cada etapa oferece R$ 500 mil, com os vencedores das categorias masculina e feminina embolsando R$ 50 mil individualmente. O modelo replica iniciativas de igualdade de premiação em etapas do Mundial de Surfe e reforça o compromisso da CBSurf com a equidade de gênero.
“Itamambuca é um palco tradicional e a resposta dos atletas e do público tem sido incrível. A paridade de prêmios é um avanço que celebramos e que mostra a força do surfe feminino no Brasil”, destacou a organização, em comunicado divulgado pela Prefeitura de Ubatuba.
Weslley Dantas conhece cada banco de areia de Itamambuca. Cresceu surfando as ondas que agora o colocam na liderança do circuito nacional. A etapa em casa é, ao mesmo tempo, uma oportunidade de ouro e uma pressão extra. Mas o atleta tem mostrado consistência: venceu uma das etapas anteriores e chega com moral para ampliar a vantagem.
Do lado feminino, Juliana dos Santos representa o crescimento do surfe nordestino em nível competitivo. A cearense, que já foi destaque em etapas do QS, busca manter a regularidade em um campo recheado de jovens talentos.
Além dos líderes, a briga pelas vagas na elite do surfe brasileiro passa diretamente por Itamambuca. Com mais de 200 competidores inscritos, a etapa reúne desde veteranos experientes até promessas das categorias de base. A estrutura montada pela prefeitura inclui arquibancadas, telão à beira-mar e transmissão ao vivo pelas plataformas oficiais da CBSurf.
Após Ubatuba, os holofotes se voltam para a Guarda do Embaú, em Santa Catarina, onde a última etapa, de 21 a 29 de novembro, coroará os campeões brasileiros de 2026. Até lá, cada nota e cada bateria em Itamambuca podem reescrever a história do circuito. A festa nas areias de Ubatuba, com Dantas como principal nome local, já é um capítulo à parte na temporada.